sexta-feira, 24 de maio de 2013


Conversando com Deus

Cá estou olhando mais uma vez para o longínquo infinito buscando dar algum sentido a tudo.
Os dias passam e algumas marcas do tempo começam a tatuar o meu corpo. Velhas imagens vivem presentes em minha retina, a árvore que outrora semeei na primavera hoje faz a sombra a qual me protege e guarda.
Olho ao meu redor com ares de nostalgia, uma cólera contida exalta em mim. O ontem parece não ter se acabado.
Caminho devagar, e conforme a lentidão dos meus passos segue, norteiam minhas escolhas, minhas angústias, minha vida, minha sorte.
Pedi calma a minha tão sofrida alma, pacienciosa busca a fé inabalável em sonhos e pensamentos, lutas e desejos, amor e razão.
Sem ter uma rota definida, me agarro ao caminho o qual eu mesmo fiz.
Lutando contra os mais destemidos moinhos, vi que o medo é combatido com conhecimento e vencido pela sabedoria. A verdade nunca erra o tempo da chegada, somos nós que não sabemos esperar.
Seguro na mão do destino e me abraço com o acaso; de um eu sou o filho do outro faço o meu próximo passo.
Vejo a tarde caindo e junto dela faço de um assovio a minha oração. Simples que sou peço apenas que minhas lágrimas não caiam enquanto faço os outros sorrirem com um sorriso.
Não crer em um ser, mas sim, em todo o ser.
Sozinho e em silêncio escuto uma voz amiga a qual nunca me abandona, uma mão em forma de galhos de árvores, um coração pulsante feito à batida das asas de um beija- flor, sua voz  ao vento a dizer:
-Tudo bem, eu estou aqui...

Autor: Welker Melo


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