sexta-feira, 27 de junho de 2014

Coração Valente

Vim de terra nenhuma.
Arrastei meus sonhos pela lama.
Sempre agarrado à esperança
Buscando o céu alcançar.

Criei versos com a tristeza.
Sorri ao chorar de alegria.
Sem coroa, reinei na realeza.
Minha profissão? Batalhar para ser alguém na vida.

Fiel aos meus sonhos,
Poeta nas noites frias.
O meu eu vive em você
E viverá por toda vida.

A Deus peço em oração
Proteja-me dos que vivem sem missão.
Os que julgam sem me conhecer
Abençoa-los, e fazei aprender a compreender.

Nascido e concebido para lutar
Desde muito cedo aprendi
Com humildade e suor alcançar
Os sonhos que a mim prometi.

Senti o fogo queimar o meu corpo,
E em meu peito um sinal deixou.
A sombra da marca de um guerreiro,
A cicatriz de quem a morte não levou.

Os medos encaro de frente,
E em frente sigo sem fraquejar.
Não trago nada de novo,
Somente um novo jeito de caminhar.

Em meu coração vive a minha doce amada
A quem minha vida completou.
Não se importa com o ouro dos tolos
A ti entreguei todo o meu amor.

Sou o primeiro a acreditar
O ultimo a desistir.
Sou o primeiro a chegar
O ultimo a sair...

Autor: Welker Melo



quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Pregador do Deserto

Surgido da luz
Seu nome muda por onde passa
Para alguns é a lenda contada geração por geração
Para outros, o viajante indo para casa.

Suas vestes contam sua história.
Eu seu rosto o semblante de um guerreiro,
Que em batalhas venceu de forma heroica
E fez do tempo seu fiel companheiro.

Simples e valente
Herói sorridente.
Diferente entre os iguais
Imortal entre os mortais.

Esquecido pelo esquecimento
Visto foi por quem era chamado de cego.
A simplicidade foi o seu maior talento
Nas noites frias, as estrelas foram o seu teto.

Fiel aos seus princípios
O ouro dos tolos recusou.
Milhares de sonhos e um caminho
Caminhando devagar o destino traçou.

O homem sem imagem definida.
As pedras que me atiraram, fiz o meu castelo.
Sou o que chamam de vida
O Pregador do Deserto.


Autor: Welker Melo


sábado, 8 de março de 2014

Conversando com o Espelho

Bem vindo jovem desconhecido!
Sente-se onde se sentaram velhos tolos
E só levante-se quando for um novo sábio.
Observe a inquietude no silêncio
E fatalmente entenderá o porquê esta aqui.
Observe com atenção o relógio quebrado,
Que mesmo parado está certo duas vezes por dia.
Contemple o que a para ser contemplado.
Absolva tudo o que se pode perder pelos dedos das mãos.
Não use o não como resposta,
Nem o use como afirmação.
Busque questionar o inexorável
E se deleite com as suas descobertas.
Fuja de velhos hábitos corriqueiros.
Se liberte dos grilhões do medo.
Busque o conhecimento em tudo
E não seja o nada, apenas seja você.
Mostre ao desconhecido o seu valor
E certamente será recompensado.
Distancie dos inimigos a distância entre vocês,
Para ele, isso será a eterna solidão.
Mova-se rumo ao apogeu.
Olhe em volta e perceba,
Aquele menino que cresceu
E que tudo ainda não aprendeu.
A cada golpe uma habilidade
De suas lutas ele recebeu.
Observe o velho espelho mais uma vez,
Veja o quanto você cresceu, o quanto amadureceu.
O tempo passa para quem não vive
E se eterniza para quem aprende.
Lembre-se sempre de onde veio
De seus valores e sua honestidade,
De seus amigos e a sua lealdade.
Onde nascem crianças, nasce à esperança.
Onde se cria uma criança, molda-se um homem.
Onde um homem vive de esperança, nasce o sonho.
Onde nasce o sonho, sempre nascerá uma criança para realizá-lo.
Olhando fixo para o meu reflexo,
As marcas do tempo em mim já se fazem presentes.
Conversando com o espelho
Aprendo que é nele que encontro o meu eu.
Onde o sábio e o tolo conversam entre si
E se tornam um.
Um eterno aprendiz
Conversando com o meu espelho...


Autor: Welker Melo


terça-feira, 4 de março de 2014

O Último Poeta

Põe isto em tua própria mão,
Pois onde sentaram fantasmas,
É bem vindo também o filósofo.
E agora para que goze de sua arte e favor
Cria logo outra dúzia de novos fantasmas.

Porque como são maravilhosos aqueles seres
Que interpretam o que não se pode ser interpretado.
Leem o que jamais foi escrito.
Vencem em reunir o que está confuso
E encontram caminhos até na eterna escuridão.

Muito gostaria de a ela perguntar,
Mas sempre estou sendo impedido.
Se antes de eu nascer
Onde ela já teria ouvido o meu nome?
Ela é uma velha sílaba
E quase desenha a si própria.
Ela, a morte e todos nós,
Somos sonhos de um sonho.
Os sonhos não te dizem o que acontecerá, mas sim o que farão.


Autor: Welker Melo


domingo, 2 de março de 2014

O Mensageiro

Tendo estado em todos os lugares,
Ocupando todos os espaços,
Viajando pelo tempo,
Encontrei-me em um momento.
Aceitei desafios
Onde se separam homens de meninos
E comecei a caminhar.
Caminhei por uma estrada
Onde a chegada não se via mais.
Olhei para trás, o passado já não mais via.
Olhei para frente, o futuro algo me dizia.
Olhei para o meu lado, e você estava comigo.
Oculto em minha mente
Segredos sobre o desconhecido.
Apócrifos Kimera
Das sombras surge o dançarino.
Piedade para com os inimigos
Que desejam seu fracasso.
São almas vivendo sem sentido
Alimentadas pelo descaso.
Vivo por um motivo
E pelo o mesmo morrerei.
Seguindo sempre rumo ao desconhecido
Continuo dando ao cotidiano um sentido.


Autor: Welker Melo


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sophia

Linda garota dos meus sonhos
Concebida para ser amada.
Em cada lembrança, novos planos.
Em cada novo momento, em meu coração você faz morada.

Bela como as flores que enfeitam os campos
Faz-me renascer a cada amanhecer.
Com você irei passar as estações do ano
Sem pressa de envelhecer.

A benção dos céus
O sorriso que acalma
O motivo de um novo começo
O alívio da alma.

Pequena, cabe em meus braços.
Grande, ocupa todo o meu coração.
Simples, te protejo em meus abraços.
Linda, eu te eternizo em uma canção.

Minha doce amada Sophia
Sonho o momento em que contigo estarei
Nos braços da tua mãe, minha filha querida,
Pra sempre as amarei.

Autor: Welker Melo







sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Muito prazer, até depois.

Por tantas vezes esquecido pelo destino, um pobre sonhador se levanta para a ultima batalha enfrentar. Seu corpo já cansado aguenta de forma heroica os gritos da alma clamando por um pouco de dignidade.
Contemplando sempre o horizonte, chego ao limite de não desistir do impossível e vencer sempre o inesperado.
Amante das ilusões perdidas, traz consigo a quimera de reviver uma vida em um sonho.
Andarilho das sombras, guiado por uma escolta de vagalumes, faz morada onde nada existe e sobrevive do que os outros esqueceram.
Um velho casaco serviu-lhe de travesseiro nas frias e solitárias noites de inverno.
Perdeu o medo de perder ao descobrir que sua força de vontade superava a sua indecisão por aonde ir.
A ilusão oculta do saber o fez conhecedor da mais profunda história por de trás dos fatos.
Sem um amanhã desenhado, segue as linhas das suas mãos calejadas. Dilacerando velhos dogmas, morrerá detestando a superstição. Uma velha chama o guia para o conforto eterno.
Velho guerreiro criou em sua mente o mundo onde somente sua doce amada faz morada permanente.
Uma velha armadura, seu corpo aguenta as mais pesadas das artilharias, o rancor dos que não o conhece, a marca da vitória na forma da sombra de uma cicatriz.
Com um olhar ímpeto, úmido fica ao lembrar-se de quando nada fazia sentido e tudo se completava.
Sereno no jeito de falar, diplomata com as palavras.
Digam aos homens de bem que tudo vem para quem sabe esperar. Aos homens gananciosos toda a água do mar.
Um velho com alma juvenil.
Aquele que sozinho por muito seguiu.
O homem com olhos de criança,
Que não perdeu a árida esperança
De tudo de novo recomeçar
De um novo jeito em um novo lugar
Sem esquecer-se de onde veio
Sabendo aonde quer chegar.
Lutando pela igualdade
Sem perder a serenidade
Que o trouxe até aqui.
A lenda a se contar
O herói que pode sangrar.
O sem nome que a glória irá alcançar
Buscando em seu ultimo suspiro observar
O olhar da mulher que ele tanto ama.
Muito prazer, até depois...

Autor: Welker Melo




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A Arte de Amar

Amo assim como se deve amar.
Amo amar o amor assim como se deve amar.
Amo a forma que a outra pessoa ama.
Amo o amor na forma simples de amar.
O amor de quem se ama é a forma mais poética de se escrever sobre o amor.
Tudo sobre o amor corresponde a dois corações que juntos se tornam um.
Na alegria de cada sorriso, a forma mais pura de amar.
Amo sem vergonha de chorar.
Choro sem vergonha de amar.
Amo pelo simples fato de tornar o amor o principal fato de tornar as coisas simples.
Do meu amor nada peço a não ser que seja recíproco.
Amo como os homens, mas na sinceridade e inocência de uma criança.
Amo o fato de existir o amor para se amar.
Um amor para recomeçar.
Amar para ter um recomeço.
Amar assim como se deve amar.
Amo amar a simplicidade do amor.

Amo você...

Autor: Welker Melo


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Segure a minha mão

Eu continuo meu desafio
De ser herói com um sorriso.
De correr pela contramão
Jogando-me sempre na imensidão.

Velhos medos que se vão
Calos mostram a minha gratidão.
Para alguns sou o vilão,
Para as pessoas boas sou a ilusão.

Uma lenda que se conta
Por quatro cantos distintos vivo a vagar.
Procure-me perto de alguma encosta,
Ache-me quando a poeira baixar.

Joguei um velho diário fora
O qual havia guardado em forma de aprendizado.
Uma hora você fecha a velha porta
E joga fora as chaves do cadeado.

Esperei ansioso por um novo momento,
O momento em que a alegria viria novamente.
Comecei a amar o silêncio
Que me mostra o segredo da vida.

Guiado por olhos cor de esmeralda
Pele branca como a neve
Trouxe ao meu coração de volta
A alegria de amar a quem se merece.

Lembro-me de quando sonhava
À vontade de novamente sonhar.
Agora sozinho não caminharei mais
Tenho alguém para a minha mão segurar.

Autor: Welker Melo