sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sophia

Linda garota dos meus sonhos
Concebida para ser amada.
Em cada lembrança, novos planos.
Em cada novo momento, em meu coração você faz morada.

Bela como as flores que enfeitam os campos
Faz-me renascer a cada amanhecer.
Com você irei passar as estações do ano
Sem pressa de envelhecer.

A benção dos céus
O sorriso que acalma
O motivo de um novo começo
O alívio da alma.

Pequena, cabe em meus braços.
Grande, ocupa todo o meu coração.
Simples, te protejo em meus abraços.
Linda, eu te eternizo em uma canção.

Minha doce amada Sophia
Sonho o momento em que contigo estarei
Nos braços da tua mãe, minha filha querida,
Pra sempre as amarei.

Autor: Welker Melo







sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Muito prazer, até depois.

Por tantas vezes esquecido pelo destino, um pobre sonhador se levanta para a ultima batalha enfrentar. Seu corpo já cansado aguenta de forma heroica os gritos da alma clamando por um pouco de dignidade.
Contemplando sempre o horizonte, chego ao limite de não desistir do impossível e vencer sempre o inesperado.
Amante das ilusões perdidas, traz consigo a quimera de reviver uma vida em um sonho.
Andarilho das sombras, guiado por uma escolta de vagalumes, faz morada onde nada existe e sobrevive do que os outros esqueceram.
Um velho casaco serviu-lhe de travesseiro nas frias e solitárias noites de inverno.
Perdeu o medo de perder ao descobrir que sua força de vontade superava a sua indecisão por aonde ir.
A ilusão oculta do saber o fez conhecedor da mais profunda história por de trás dos fatos.
Sem um amanhã desenhado, segue as linhas das suas mãos calejadas. Dilacerando velhos dogmas, morrerá detestando a superstição. Uma velha chama o guia para o conforto eterno.
Velho guerreiro criou em sua mente o mundo onde somente sua doce amada faz morada permanente.
Uma velha armadura, seu corpo aguenta as mais pesadas das artilharias, o rancor dos que não o conhece, a marca da vitória na forma da sombra de uma cicatriz.
Com um olhar ímpeto, úmido fica ao lembrar-se de quando nada fazia sentido e tudo se completava.
Sereno no jeito de falar, diplomata com as palavras.
Digam aos homens de bem que tudo vem para quem sabe esperar. Aos homens gananciosos toda a água do mar.
Um velho com alma juvenil.
Aquele que sozinho por muito seguiu.
O homem com olhos de criança,
Que não perdeu a árida esperança
De tudo de novo recomeçar
De um novo jeito em um novo lugar
Sem esquecer-se de onde veio
Sabendo aonde quer chegar.
Lutando pela igualdade
Sem perder a serenidade
Que o trouxe até aqui.
A lenda a se contar
O herói que pode sangrar.
O sem nome que a glória irá alcançar
Buscando em seu ultimo suspiro observar
O olhar da mulher que ele tanto ama.
Muito prazer, até depois...

Autor: Welker Melo




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A Arte de Amar

Amo assim como se deve amar.
Amo amar o amor assim como se deve amar.
Amo a forma que a outra pessoa ama.
Amo o amor na forma simples de amar.
O amor de quem se ama é a forma mais poética de se escrever sobre o amor.
Tudo sobre o amor corresponde a dois corações que juntos se tornam um.
Na alegria de cada sorriso, a forma mais pura de amar.
Amo sem vergonha de chorar.
Choro sem vergonha de amar.
Amo pelo simples fato de tornar o amor o principal fato de tornar as coisas simples.
Do meu amor nada peço a não ser que seja recíproco.
Amo como os homens, mas na sinceridade e inocência de uma criança.
Amo o fato de existir o amor para se amar.
Um amor para recomeçar.
Amar para ter um recomeço.
Amar assim como se deve amar.
Amo amar a simplicidade do amor.

Amo você...

Autor: Welker Melo


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Segure a minha mão

Eu continuo meu desafio
De ser herói com um sorriso.
De correr pela contramão
Jogando-me sempre na imensidão.

Velhos medos que se vão
Calos mostram a minha gratidão.
Para alguns sou o vilão,
Para as pessoas boas sou a ilusão.

Uma lenda que se conta
Por quatro cantos distintos vivo a vagar.
Procure-me perto de alguma encosta,
Ache-me quando a poeira baixar.

Joguei um velho diário fora
O qual havia guardado em forma de aprendizado.
Uma hora você fecha a velha porta
E joga fora as chaves do cadeado.

Esperei ansioso por um novo momento,
O momento em que a alegria viria novamente.
Comecei a amar o silêncio
Que me mostra o segredo da vida.

Guiado por olhos cor de esmeralda
Pele branca como a neve
Trouxe ao meu coração de volta
A alegria de amar a quem se merece.

Lembro-me de quando sonhava
À vontade de novamente sonhar.
Agora sozinho não caminharei mais
Tenho alguém para a minha mão segurar.

Autor: Welker Melo






quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Além do Tempo

Não vivi a vida como o roteiro dizia.
Improvisei somente os erros.
Destaquei a página virada
E reinventei minhas palavras.
Refiz caminhos e peguei a velha estrada.
Somente e só,
Criei atalhos pela alvorada.

Nunca digo às vezes,
E nem às vezes são só dúvidas.
Na vida a gente para e pensa
Pensa e não encontra explicação.
Mas a verdade nada passa
De um ponto de interrogação.

Traçando o traço traçado
Reforço a minha opinião
Que ninguém é feliz sozinho
Nem mesmo acompanhado da solidão.

Mentes barulhentas não dizem nada a respeito de mim,
Casos passados me mostraram a direção.
Um norte na vida enfim
Pra trás deixei só a ilusão.

Se eu viver mais, que seja até o entardecer.
Se eu morrer antes, que seja ao amanhecer.

Além dos anos,
Além de mim,
Além do infinito...
Vivo em um lugar,
Um espaço além do tempo.

Autor: Welker Melo




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Adeus

Nunca soube dizer adeus
Nem mesmo sei se você irá voltar
Olhei mais uma vez nos olhos seus
Tristes refletiam os meus
A marca de um olhar.

Sem palavras, não sei o que dizer.
Deixo o silêncio falar por mim.
Nunca fui um bom perdedor
E apesar de tanto amor
Tive que te ver partir.

Nunca soube dizer adeus
Mas vi tudo se acabar
Em uma noite de verão
Um luar sem sertão
Talvez voltemos a nos encontrar
Esse não é o fim.

Nunca soube dizer adeus
Mas deixo você ir
As lembranças são lágrimas no meu olhar
Sua ausência me machuca
O tempo vai passar
Mas não fechará a cicatriz.


Autor: Welker Melo


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

 Até o Fim

Dias veem
E dias se vão
E mais próximo estamos do paraíso.
Ontem eu sonhava com o futuro
Mas o futuro virou passado.
Entre velhos sonhos procuro
Datas em um velho calendário.

Vejo me só
Na multidão
Refazendo um nó
Que liga a saudade à solidão.

Fiz o meu melhor
E agora eu sei
Que nem sempre o pior
Eu já passei.

Perdi no ontem minha inspiração
Que outrora segurava a minha mão.
Sou prisioneiro das minhas lembranças
Refém da esperança.

Uma velha fotografia
Em minha carteira carrego há anos,
Nela escrita sua suave grafia
O mais sincero Eu Te Amo.

Te perdi para o meu medo,
O medo da solidão.
Reencontro te no meu mais simples desejo
Em meus sonhos, em meu coração.

Talvez algum dia
O dia em que o talvez não mais exista
Tudo recomece e a gente sorria
Lembrando que não precisa ser pra sempre
Mas que seja sempre assim
Eu e você
Até o fim...

Autor: Welker Melo